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As Principais Diretrizes do Google para Inteligência Artificial

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As Principais Diretrizes do Google para Inteligência Artificial
G
Senior Data and Architecture Engineer, I have built a career over 10 years of experience in Data Engineering, Cloud Computing, and Software Engineering. When I'm not coding or thinking about a thousand possibilities to solve a problem, you can find me organizing tech events, speaking at conferences, events, live streams, or contributing to open source projects on GitHub. :)

Leia também em inglês aqui.

Em 2018, o Google, percebendo a crescente importância e o potencial impacto da Inteligência Artificial (IA) na sociedade, e reconhecendo a necessidade de ter diretrizes claras para seu desenvolvimento e uso, definiu um conjunto de 7 princípios fundamentais para orientar a criação de uma IA responsável.

Esses princípios abrangem uma ampla gama de considerações éticas e sociais, buscando garantir que a IA seja desenvolvida e utilizada de maneira a beneficiar a humanidade, minimizando riscos e promovendo a equidade e a justiça.

Os sete princípios

  1. Benefício Social: A IA deve ser desenvolvida para beneficiar a sociedade como um todo, considerando os impactos e garantindo que as vantagens sejam amplamente distribuídas.

  2. Evitar Vieses Injustos: A IA não deve perpetuar ou criar preconceitos baseados em características como raça, gênero, religião ou orientação sexual. É crucial garantir que os sistemas de IA sejam justos e imparciais.

  3. Segurança: A IA deve ser desenvolvida e testada rigorosamente para garantir sua segurança, minimizando riscos e prevenindo danos.

  4. Responsabilidade: Os sistemas de IA devem ser transparentes e explicáveis, permitindo que as pessoas entendam como as decisões são tomadas e possam contestá-las se necessário.

  5. Privacidade: A IA deve respeitar a privacidade dos usuários, protegendo seus dados e fornecendo controle sobre como as informações são utilizadas.

  6. Excelência Científica: A IA deve ser baseada em pesquisa científica de alta qualidade, promovendo o avanço do conhecimento e garantindo que os sistemas sejam confiáveis e eficazes.

  7. Disponibilidade para Usos Responsáveis: A IA deve ser utilizada apenas para fins que estejam alinhados com esses princípios, evitando aplicações que possam ser prejudiciais ou abusivas.

Imagem utilizada durante a apresentação no Google I/O 2024.


Áreas Proibidas para a IA

O Google estabeleceu uma série de áreas em que a utilização da Inteligência Artificial (IA) é estritamente proibida, com o objetivo de prevenir potenciais danos e assegurar o uso ético e responsável da tecnologia. Estas áreas são complementares aos 7 princípios éticos da IA do Google e incluem:

  1. Desenvolvimento de tecnologias com potencial de causar danos generalizados:

Esta proibição inclui qualquer IA que possa ser utilizada para criar armas de destruição em massa, sistemas de vigilância opressivos, ou outras tecnologias que possam causar danos significativos a um grande número de pessoas. O Google compromete-se a não desenvolver IA que possa ser utilizada para fins maliciosos ou que possa ter consequências catastróficas.

  1. Criação de armas ou outros meios de ferir pessoas:

O Google proíbe explicitamente o uso da sua IA para o desenvolvimento de armas autónomas, armas químicas ou biológicas, ou qualquer outra tecnologia que tenha como objetivo principal ferir ou matar pessoas. Esta proibição inclui a utilização da IA para melhorar a precisão ou eficácia de armas existentes, bem como o desenvolvimento de novos tipos de armas que utilizem IA.

  1. Utilização de informações que violem normas de privacidade internacionalmente aceitas:

A IA do Google não deve ser utilizada para coletar, armazenar ou processar informações pessoais de forma que viole as leis de privacidade ou os direitos humanos. Esta proibição inclui a utilização da IA para vigilância em massa, discriminação com base em dados pessoais, ou qualquer outra atividade que possa comprometer a privacidade das pessoas.

  1. Desenvolvimento de tecnologias que violem direitos humanos ou o direito internacional:

O Google compromete-se a não utilizar a IA para desenvolver tecnologias que possam ser utilizadas para violar os direitos humanos, como a liberdade de expressão, o direito à privacidade, ou o direito à vida. Esta proibição inclui a utilização da IA para censura, discriminação, ou qualquer outra atividade que possa negar às pessoas os seus direitos fundamentais.


Além destas áreas proibidas, o Google também se compromete a:

  • Implementar salvaguardas: O Google implementará salvaguardas técnicas e processuais para garantir que a sua IA não seja utilizada para fins proibidos.

  • Monitorizar o uso da IA: O Google monitorizará ativamente o uso da sua IA para identificar e prevenir potenciais abusos.

  • Cooperar com outras organizações: O Google cooperará com outras organizações e governos para promover o uso ético e responsável da IA.

Ao estabelecer estas áreas proibidas e adotar um compromisso com o uso responsável da IA, o Google visa garantir que esta poderosa tecnologia seja utilizada para o benefício da humanidade, e não para o seu detrimento.


Evolução e Atualizações Recentes

Em fevereiro de 2025, o Google revisou seus princípios originais de 2018, mantendo o compromisso ético central mas alterando abordagens estratégicas. As mudanças refletem:

  1. Foco em análise de risco-benefício
    Substituiu proibições categóricas por avaliações onde "benefícios substanciais devem superar riscos previsíveis". Isso permite parcerias com governos para usos militares defensivos e segurança nacional, desde que alinhados ao direito internacional.

  2. Três pilares estratégicos

    • Inovação ousada (impulsionar avanços científicos)

    • Desenvolvimento responsável (monitoramento contínuo de vieses e segurança)

    • Colaboração multissetorial (padrões globais com governos e academia)

  3. Novas salvaguardas técnicas

    • Sistemas de rastreamento de deepfakes com marcas d'água digitais

    • Filtros aprimorados contra phishing automatizado via IA generativa

Críticas e Controvérsias
A remoção explícita da proibição de "IA para armas" gerou debates na comunidade técnica. Especialistas apontam que o novo critério de "benefícios superarem riscos" permite interpretações flexíveis para contratos militares. Entretanto, o Google mantém proibições específicas em sua política de IA generativa contra:

  • Conteúdo íntimo não consensual

  • Engenharia social maliciosa

  • Geração de malware

Impacto Global
O modelo atualizado prioriza:

  • Alinhamento com legislações nacionais emergentes

  • Parcerias para segurança cibernética

  • Pesquisa em IA para saúde e sustentabilidade

Essas mudanças refletem o duplo desafio de manter liderança tecnológica enquanto navega em complexidades geopolíticas. O documento completo está disponível em AI.Google.


Fontes:

  1. http://ai.google/responsibility/principles/

  2. https://blog.google/technology/ai/responsible-ai-2024-report-ongoing-work/

  3. https://ppc.land/google-updates-prohibited-use-policy-for-generative-ai-with-clearer-guidelines/

  4. https://ai.google/static/documents/ai-principles-2020-progress-update.pdf

  5. https://blog.google/technology/ai/ai-principles/

  6. https://ai.google/static/documents/ai-principles-2021-progress-update.pdf

  7. https://ai.google/responsibility/principles/

  8. https://policies.google.com/terms/generative-ai/use-policy

  9. https://ai.google/static/documents/ai-principles-2022-progress-update.pdf

  10. https://www.washingtonpost.com/technology/2025/02/04/google-ai-policies-weapons-harm/

  11. https://blog.google/feed/were-updating-our-generative-ai-prohibited-use-policy/

  12. https://ai.google/static/documents/EN-AI-Principles.pdf

  13. https://cloud.google.com/transform/ai-expectations-2025-hundreds-of-google-cloud-customers


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